Fevereiro chega ao calendário com duas cores que vão além da simbologia e convidam à reflexão. Roxo e laranja ganham espaço em unidades de saúde, veículos de comunicação e redes sociais para lembrar que informação e cuidado continuam sendo as principais ferramentas no enfrentamento de doenças crônicas e graves que afetam milhões de brasileiros.
O Fevereiro Roxo chama a atenção para o Alzheimer, o lúpus e a fibromialgia. São doenças diferentes entre si, mas que compartilham desafios semelhantes. Tratam-se de enfermidades sem cura definitiva e, muitas vezes, invisíveis aos olhos de quem está de fora.
O Alzheimer compromete progressivamente a memória e a autonomia, atingindo principalmente a população idosa. O lúpus, uma doença autoimune, pode afetar órgãos como rins, pele e articulações. Já a fibromialgia provoca dores persistentes, cansaço intenso e alterações no sono, com impacto direto na qualidade de vida.
Não há formas comprovadas de prevenção para essas doenças. Ainda assim, médicos destacam que hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle do estresse e acompanhamento clínico, ajudam no controle dos sintomas e no bem-estar dos pacientes. O diagnóstico precoce faz diferença, pois permite iniciar o tratamento de forma mais adequada e reduzir perdas funcionais e emocionais.
Já o Fevereiro Laranja volta o olhar para a leucemia, um tipo de câncer que afeta as células do sangue. Diferentemente das doenças abordadas no Fevereiro Roxo, a leucemia pode ter cura, especialmente quando identificada nos estágios iniciais. Atenção a sinais como fadiga persistente, infecções frequentes, palidez, manchas arroxeadas e sangramentos é fundamental para buscar atendimento médico o quanto antes.

ORIENTAÇÃO, APOIO E TRATAMENTO
No Brasil, o Sistema Único de Saúde oferece diagnóstico, acompanhamento e tratamento gratuitos para todas essas condições. Unidades básicas de saúde, hospitais públicos, centros especializados e hemocentros funcionam como portas de entrada para o cuidado. No caso da leucemia, a campanha também reforça a importância da doação de medula óssea, um gesto solidário que pode representar a chance de vida para muitos pacientes.
Mais do que informar, fevereiro convida à empatia. Conviver com essas doenças exige compreensão, paciência e apoio cotidiano. Respeitar limitações, evitar julgamentos e incentivar a continuidade do tratamento são atitudes que fazem diferença. As campanhas mostram que cuidar é um compromisso coletivo e que informação, acolhimento e solidariedade salvam e transformam vidas.