SETEMBRO AMARELO: SE PRECISAR, PEÇA AJUDA!

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) defende que a saúde mental é uma das condições essenciais para o bem-estar da população. Falar sobre esse assunto é enfrentar um tabu histórico, porque mexe com a individualidade das pessoas e o estigma de que traumas emocionais se resolvem em casa.

Inspirados no caso do jovem americano, Mike Emme, que cometeu o suicídio aos 17 anos em 1994, a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Centro de Valorização da Vida (CVV) decidiram em 2015, enfrentar esse problema social, conquistando parceiros para colocarem no calendário nacional o Movimento Setembro Amarelo. Uma estratégia para incentivar as pessoas a buscarem apoio quando já não conseguem mais superar sintomas de angústia, ansiedade, depressão e a triste decisão de tirar a própria vida.

A Campanha Setembro Amarelo, que este ano trabalha o lema “Se precisar, peça ajuda!”, é um momento de reflexão e conhecimento de uma realidade preocupante sobre saúde mental. Segundo a OMS, mesmo antes da pandemia de Covid-19, o Brasil já era o país com maior prevalência de ansiedade na América Latina. Um estudo de 2017 da Organização aponta que 18 milhões de brasileiros (9,3% da população) sofriam com algum tipo de distúrbio emocional, assim como a depressão que afetava 12 milhões de pessoas.

Pós-pandemia, a situação só piorou em todo o país. O distanciamento social, fechamento de espaços públicos, crise financeira, medo, mortes e luto mexeram com os sentimentos das pessoas, afetando, inclusive, crianças e adolescentes. Estudo desenvolvido pelo Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde da Fiocruz Bahia — em parceria com pesquisadores de Harvard — aponta que a taxa de suicídio entre jovens cresceu 6% no Brasil entre 2011 e 2022. As taxas de notificações por autolesões na faixa etária de 10 a 24 anos aumentaram 29%. O número foi maior que na população geral, cuja taxa de suicídio teve um crescimento médio de 3,7% ao ano e de autolesão de 21% neste mesmo período.

Não há como ser indiferente a essa realidade. A prevenção ao suicídio continua a ser um tabu, mas nunca faltarão iniciativas de enfrentamento a esse problema social tão grave. É importante deixar de lado o preconceito e auxiliar as pessoas que enfrentam momentos difíceis a compreenderem que a vida sempre será a melhor escolha.

Para tanto, é importante buscar forças para recorrer ao apoio dos familiares, pedir ajuda de especialistas da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que oferecem atendimento gratuito através do Sistema Único de Saúde (SUS).

Outra alternativa importante é o Centro de Valorização da Vida, fundado em São Paulo em 1962. O CVV é um serviço voluntário gratuito de apoio emocional e prevenção ao suicídio para pessoas que precisam conversar. O atendimento é de total sigilo e anonimato, realizado pelo telefone 188 (24 horas e sem custo), por chat, e-mail e pessoalmente, mantido com ajuda de 3.500 voluntários em 20 Estados, além do Distrito Federal.

Neste contexto, a maneira como a Brasilcap tem buscado contribuir com esta pauta é utilizando seus canais de comunicação interna e suas redes sociais para conscientização contra qualquer tipo de sentimento negativo que tire dos brasileiros a alegria de viver com saúde e esperança. Além disso, são realizadas ações de apoio psicossocial aos colaboradores, por meio de patrocínio a atividades esportivas, estimulando bons hábitos de saúde física e mental, inclusive, o hábito da leitura com empréstimo e distribuição de livros.

O Programa Vida Melhor — destinado à saúde laboral e qualidade de vida dos colaboradores da Brasilcap — disponibiliza sessões de massagens terapêuticas (Shiatsu, Pedras Quentes ou Reflexologia). São técnicas milenares que, juntas ou separadamente, proporcionam uma experiência pessoal de relaxamento e bem-estar. Cada uma dessas sessões atua de forma específica, mas todas buscam o mesmo objetivo: equilíbrio energético e harmonização entre o corpo e a mente. O agendamento é realizado através da intranet da Companhia.

 Em todas as frentes, a Brasilcap mantém foco quanto à qualidade de vida de todos que contribuem para seu crescimento. A luta contra o estigma do suicídio precisa ser uma responsabilidade compartilhada com a sociedade.